Dos Tolos

Longa é uma noite para quem vela, longa é uma légua para o cansado, e longo é o samsara para os tolos, que não sabem o darma excelso.

São meus filhos e meus bens – com isso se angustia o tolo. Nem nosso eu é nosso!

Seguem os tolos, ignorantes, como inimigos de si próprios, praticando atos malignos, cujos frutos serão amargos.

Como mel, considera o tolo maus atos ainda sem frutos; mas frutificando tais atos, o sofrimento o tolo alcança.

Que pensem que fiz tudo só, os leigos e os monges já sábios; no que se faça ou não se faça que dependam sempre de mim. – Tal é o pensamento do tolo: seus desejos e orgulho crescem.

Um caminho leva ao acúmulo, outro é o que conduz ao nirvana. Isto sabendo ser verdade, que o monge, aluno do Desperto, não se compraza só com honras e estime, sim, o isolamento.

Deixe um comentário