Dos Dignos

Com a mente absorta se exercitam, fora dos lares são felizes. Como os cisnes fazem com os lagos, morada após morada deixam.

Daqueles que não acumulam, que comem na medida exata e cujo pasto é a liberdade, vazia e sem nenhum sinal, como o dos pássaros seu curso é difícil de traçar.

Dos livres de todo veneno, da gula também já libertos e cujo pasto é a liberdade, vazia e sem nenhum sinal, como o dos pássaros seu curso é difícil de traçar.

Quem já pôde tornar seu ânimo equânime, qual corcel domado pelo charreteiro, livre dos venenos e do próprio orgulho, é invejado até mesmo pelos deuses.

É calma a mente desse homem, é calma a voz, é calmo o agir. Livre pelo saber perfeito, tal homem é calmo, calmíssimo.

Prazerosas são as florestas onde o leigo não se contenta. Sem paixões aí se deleitam, os que não mais buscam prazeres.

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