Nós Próprios

Se a nós próprios temos por caros, que a nós próprios guardemos bem guardados. Durante as três guardas da vida, que os sábios a si próprios guardem.

Que primeiramente a nós próprios no que é bom nos enraizemos. Então, que o sábio dê conselhos e assim não será insultado.

Nós próprios devemos fazer o que aos outros aconselhamos. Adestrados, adestraremos. Domar-se a si é que é difícil.

Somos nosso refúgio. Quem melhor poderia sê-lo? Com nosso ser bem-controlado, refúgio raro encontramos.

O mal que nós próprios fazemos, que em nós nasce e é produzido, tritura e mói os ignorantes, como o diamente, as outras gemas.

Em quem sem cessar cresce o mal, tal mata-pau que engolfa as árvores, contra si próprio aquilo faz que os inimigos lhe desejam.

Fácil é fazer o que é mau e nocivo contra nós próprios. O que nos é bom e benéfico é bem difícil de empreender.

Se os ensinamentos dos Dignos, dos Nobres que agem pelo darma estupidamente negarem, movidos por visão errônea, a si próprios destruirão, como o bambu ao dar seus frutos.

Por nós próprios o mal é feito, por nós próprios somos impuros. Por nós próprios é feito o bem, e a nós próprios purificamos. Pureza e impureza em nós próprios: que a outro ninguém purifique.

Nosso próprio bem, pelo alheio, mesmo se maior, não deixemos. Nosso próprio bem bem sabendo, a ele sejamos fiéis.

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